The mind is its own place…

Julho 8, 2008

Todo Sentimento – Chico Buarque & Cristóvão Bastos

Arquivado em: Uncategorized — Daniela @ 1:22 pm

Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.

Abril 21, 2008

Exergar vai muito além…

Arquivado em: Uncategorized — Daniela @ 7:39 pm
“O enquadramento é algo muito estranho porque o que está fora é quase mais importante do que o que está dentro. Costumamos olhar um enquadramento pelo que ele contém numa foto ou num filme. Normalmente, pensamos no que está no interior. Mas o verdadeiro ato de enquadrar consiste em excluir algo. Acho que o enquadramento se define muito mais pelo que não se mostra do que pelo que se mostra”. Wim Wenders
 
“Se Romeu tivesse olhos de falcão não se apaixonaria por Julieta, pois os olhos dele veriam uma pele nada agradável”. José Saramago
 
“Ver muito lucidamente prejudica o sentir demasiado. E os gregos viam muito lucidamente, por isso pouco sentiam. De aí a sua perfeita execução da obra de arte”. Fernando Pessoa

Janeiro 14, 2008

Oque nós vemos

Arquivado em: Uncategorized — Daniela @ 2:46 pm

O que nós vemos das cousas são as cousas.
Por que veríamos nós uma cousa se houvesse outra?
Por que é que ver e ouvir seria iludirmo-nos
Se ver e ouvir são ver e ouvir ?

O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê
Nem ver quando se pensa.

Mas isso (tristes de nós que trazemos a alma vestida!),
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender
E uma sequestração na liberdade daquele convento
De que os poetas dizem que as estrelas são as freiras eternas
E as flores as penitentes convictas de um só dia,
Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas
Nem as flores senão flores,
Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores.

Alberto Caeiro

Ravel: Concerto in G – 2nd Mvmt

Arquivado em: Uncategorized — Daniela @ 2:37 pm

Dezembro 20, 2007

Arquivado em: Uncategorized — Daniela @ 12:34 pm

Adios Nonino – Astor Piazzolla

Arquivado em: Uncategorized — Daniela @ 12:33 pm

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