The mind is its own place…

Novembro 22, 2007

Soneto LXVI

Arquivado em: Poesia, Shakespeare — Daniela @ 11:58 am

Por que meu verso é sempre tão carente
De mutações e variação de temas?
Por que não olho as coisas do presente
Atrás de outras receitas e sistemas?

Por que só escrevo essa monotonia
Tão incapaz de produzir inventos
Que cada verso quase denuncia
Meu nome e seu lugar de nascimento?

Pois saiba, amor, só escrevo a seu respeito
E sobre o amor, são meus únicos temas.
E assim vou refazendo o que foi feito,

Reinventando as palavras do poema.
Como o sol, novo e velho a cada dia,
O meu amor rediz o que dizia.

Shakespeare

Arquivado em: Shakespeare — Daniela @ 11:14 am

“Estrelas, escondam o seu brilho, não permitam que a luz veja meus profundos e escuros desejos. Que o olho se feche ao movimento da mão; e, no entanto, que aconteça!”.

Shakespeare

Arquivado em: Poesia, Shakespeare — Daniela @ 11:13 am

Cansado de lutar corro ao meu leito
para o repouso a que meu corpo aspira
mas minha mente, à hora em que me deito
trabalha em mim, quando o trabalho expira.
Pois já meus pensamentos bem despertos
correm, ciumentos para a tua busca,
e conservo os meus olhos bem abertos
olhando a escuridão que o cego ofusca.
Minh’alma em sonho vê tua figura
que, como se essa sombra me cegasse
- jóia brilhando sobre a noite escura
faz bela a noite e nova a sua face.
Assim de dia o corpo e à noite a alma
por ti, como por mim, não acha calma.

Shakespeare

Novembro 21, 2007

Arquivado em: Shakespeare — Daniela @ 6:21 pm

Não te amo com os olhos que descobrem em ti mil falhas, mas com o meu coração, que ama o que eles desprezam e que apesar do que vê, adora de apaixonar.

Shakespeare

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