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	<title>The mind is its own place... &#187; Artur da Távola</title>
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		<title>The mind is its own place... &#187; Artur da Távola</title>
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		<title>Afinidade</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Dec 2007 22:21:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade,
qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa,
o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=danielamrigon.wordpress.com&blog=2150725&post=239&subd=danielamrigon&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-style:italic;">A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,<br />
delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente.</p>
<p>Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,<br />
as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade,<br />
qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa,<br />
o afeto no exato ponto em que foi interrompido.</p>
<p>Afinidade é não haver tempo mediando a vida.<br />
É uma vitória do adivinhado sobre o real.<br />
Do subjetivo para o objetivo.<br />
Do permanente sobre o passageiro.<br />
Do básico sobre o superficial.<br />
Ter afinidade é muito raro.</p>
<p>Mas quando existe não precisa<br />
de códigos verbais para se manifestar.<br />
Existia antes do conhecimento, irradia durante<br />
e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.<br />
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim,<br />
sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.</p>
<p>Afinidade é ficar longe pensando parecido<br />
a respeito dos mesmos fatos que impressionam,<br />
comovem ou mobilizam.<br />
É ficar conversando sem trocar palavras.<br />
É receber o que vem do outro com aceitação<br />
anterior ao entendimento.</p>
<p>Afinidade é sentir com. Nem sentir contra,<br />
nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.<br />
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.<br />
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.</p>
<p>Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.<br />
É olhar e perceber. É mais calar do que falar,<br />
ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.</p>
<p>Afinidade é jamais sentir por.<br />
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.<br />
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.<br />
Compreende sem ocupar o lugar do outro.<br />
Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade,<br />
questiona por não aceitar.</p>
<p>Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.<br />
É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas<br />
quanto das impossibilidade vividas.</p>
<p>Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou<br />
sem lamentar o tempo de separação.<br />
Porque tempo e separação nunca existiram.<br />
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida,<br />
para que a maturação comum pudesse se dar.<br />
E para que cada pessoa pudesse e possa ser,<br />
cada vez mais a expressão do outro<br />
sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.</span></p>
<p><span style="font-style:italic;"><strong>Artur da Távola</strong></span></p>
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		<title>Felicidade Possível</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Dec 2007 22:20:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artur da Távola]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Só quem está disposto a perder tem o direito de ganhar. Só o maduro é capaz da renúncia. E só quem renuncia aceita provar o gosto da verdade, seja ela qual for.
O que está sempre por trás dos nossos dramas, desencontros e trambolhões existenciais é a representação simbólica ou alegórica do impulso do ser humano [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=danielamrigon.wordpress.com&blog=2150725&post=238&subd=danielamrigon&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Só quem está disposto a perder tem o direito de ganhar. Só o maduro é capaz da renúncia. E só quem renuncia aceita provar o gosto da verdade, seja ela qual for.</p>
<p>O que está sempre por trás dos nossos dramas, desencontros e trambolhões existenciais é a representação simbólica ou alegórica do impulso do ser humano para o amadurecimento.<br />
A forma de amadurecer é viver. Viver é seguir impulsos até perceber, sentir, saber ou intuir a tendência de equilíbrio que está na raiz deles (impulsos). A pessoa é impelida para a aventura ou peripécia, como forma de se machucar para aprender, de cair para saber levantar-se e aprender a andar. É um determinismo biológico: para amadurecer há que viver (sofrer) as machucadelas da aventura e da peripécia existencial.</p>
<p>A solução de toda situação de impasse só se dá quando uma das partes aceita perder ou aceita renunciar (e perder ou renunciar não é igual, mas é muito parecido; é da mesma natureza). Sem haver quem aceite perder ou renunciar, jamais haverá o encontro com a verdade de cada relação. E muitas vezes a verdade de cada relação pode estar na impossibilidade, por mais atração que exista. Como pode estar na possibilidade conflitiva, o que é sempre difícil de aceitar.</p>
<p>Só a renúncia no tempo certo devolve as pessoas a elas mesmas e só assim elas amadurecem e se preparam para os verdadeiros encontros do amor, da vida e da morte. Só quem está disposto a perder consegue as vitórias legítimas.</p>
<p>Amadurecer acaba por se relacionar com a renúncia, não no sentido restrito da palavra (renúncia como abandono), porém no lato (renúncia da onipotência e das formas possessivas do viver).</p>
<p>Viver é renunciar porque viver é optar e optar é renunciar.</p>
<p>Renunciar à onipotência e às hipóteses de felicidade completa, plenitude etc é tudo o que se aprende na vida, mas até se descobrir que a vida se constrói aos poucos, sobre os erros, sobre as renúncias, trocando o sonho e as ilusões pela construção do possível e do necessário, o ser humano muito erra e se embaraça, esbarra, agride, é agredido.<br />
Eis a felicidade possível: compreender que construir a vida é renunciar a pedaços da felicidade para não renunciar ao sonho da felicidade.</p>
<p>Artur da Távola</p>
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